IA para falar com os mortos? IA simula falecidos e gera polêmica

Sabryna Esmeraldo
Sabryna Esmeraldo

O programador Jason Rohrer criou um modelo de Inteligência Artificial (IA) capaz de simular conversas com qualquer pessoa. O problema é que isso inclui até mesmo entes queridos que já faleceram.

Chamado de Project December (Projeto Dezembro, em tradução livre), o chatbot sinistro é capaz de reproduzir detalhes da personalidade de uma pessoa e até o nível de gramática que costumava usar em conversas.

Assustador ou uma ajuda para o processo de luto?

Project december
Imagem: Project december

O Project December é baseado nos modelos de linguagem GPT-2 e GPT-3 da OpenAI. A partir de sua capacidade de aprendizado de máquina, a IA pode ser treinada para imitar as características de qualquer pessoa e dar respostas personalizadas.

As opiniões estão divididas, até o momento, entre quem testou a ferramenta. Para alguns, a experiência foi positiva e as conversas simuladas com entes queridos tiveram um efeito de "alívio para a sua dor".

Outros usuários, contudo, acabaram se deparando com comportamentos estranhos da IA, respostas bizarras que a OpenAI costuma chamar de alucinações. O problema é que as fúnebres respostas estavam "dentro do contexto". Exemplos disso são relatos do bot suplicando por sua vida ou pedindo instruções para ressuscitar.

O uso do Project December para esta finalidade específica ainda deve ser assunto para muitas discussões éticas, em torno de limites, manipulação emocional e responsabilidade sobre o luto.

Atualmente, a IA cobra uma taxa de U$ 5 (cerca de R$ 25, em conversão direta) por um tempo limitado de conversa.

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Sabryna Esmeraldo
Sabryna Esmeraldo
Sabryna trabalha com comunicação há mais de dez anos e especializou-se a produzir conteúdos e tutoriais sobre aplicações e tecnologia. Consumidora ávida de streamings e redes sociais, adora descobrir as novidades deste mundo.
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