Xiaomi YU7 surge com 760 km de autonomia

Adriano Camargo
Adriano Camargo

Um vazamento no site do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China (MIIT) revelou detalhes técnicos do aguardado segundo carro elétrico da Xiaomi, o YU7.

O modelo, que chega ao mercado entre junho e julho, promete rivalizar com o Tesla Model Y com versões de tração traseira (RWD) e integral (AWD), além de autonomia de até 760 km no ciclo CLTC, padrão local.

Modelo YU7 (Imagem: Divulgação/Xiaomi)

A versão AWD chama atenção pela potência combinada: motor dianteiro de 220 kW (295 cv) e traseiro de 288 kW (386 cv), alimentados por baterias de íons de lítio ternárias. Essa configuração permite ao YU7 atingir 253 km/h, superando o Model Y Performance (250 km/h). Já a opção RWD, com motor traseiro de 235 kW (315 cv) e baterias LFP (lítio-ferro-fosfato), chega a 240 km/h. A autonomia varia entre 670 km e 760 km, dependendo da versão.

Detalhes do modelo

O YU7 mede 4,99m de comprimento, 1,99m de largura e 1,60m de altura, com entre-eixos de 3m — dimensões bem próximas às do Tesla Model Y. Imagens de testes divulgadas pelo Electrek mostram um LiDAR no teto, indicando que o sistema de assistência à direção (ADAS) será desenvolvido pela própria Xiaomi. O interior terá uma tela ultralarga, similar à do SU7, primeiro carro elétrico da marca — e que acumula 20 mil unidades entregues mensais desde janeiro.

Modelo YU7 (Imagem: Divulgação/Xiaomi)

A estratégia de preços é outro ponto crítico. Fontes sugerem que o YU7 custará cerca de 250 mil yuans (cerca de R$ 176 mil em conversão direta), valor 15% abaixo do Model Y na China. A meta da Xiaomi é atingir 300 mil veículos entregues em 2025, com o YU7 responsável por parte significativa desse volume. Para isso, a marca ampliou sua rede para 216 concessionárias em 64 cidades chinesas, segundo dados oficiais.

Especialistas destacam, porém, que a Xiaomi enfrenta concorrentes locais como a BYD, líder em vendas de elétricos na China, e a NIO, que já oferece modelos com mais de 1.000 km de autonomia. Além disso, a capacidade produtiva atual da empresa é de 150 mil veículos/ano, conforme relatório do InsideEVs — metade da meta para 2025.

A aposta em baterias ternárias, mais eficientes em clima frio, pode ser um diferencial. No entanto, algumas análises alertam que essa tecnologia é 20% mais cara que as LFP, o que pressionaria o preço e a margem de lucro. Resta saber se a Xiaomi replicará no setor automotivo o modelo de preços agressivos que a consagrou nos smartphones.

Enquanto o lançamento se aproxima, a pergunta que fica é: o YU7 conseguirá desbancar gigantes estabelecidas ou será mais um concorrente em um mercado já saturado? A resposta dependerá não só da tecnologia, mas da capacidade da Xiaomi em escalar produção e conquistar a confiança de um público.

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Com informações do ArenaEV.

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Adriano Camargo
Adriano Camargo
Jornalista especializado em tecnologia há cerca de 20 anos, escreve textos, matérias, artigos, colunas e reviews e tem experiência na cobertura de alguns dos maiores eventos de tech do mundo, como BGS, CES, Computex, E3 e IFA.
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