TikTok, Meta e Google são processados por viciar crianças

Adriano Camargo
Adriano Camargo

A cidade de Nova York abriu uma ação judicial contra a empresas responsáveis pelo TikTok, Instagram, Facebook, Snapchat e YouTube, alegando que suas plataformas são prejudiciais à saúde mental de crianças e adolescentes.

Conforme reportou a CNBC, o processo alega que a Meta, Snap, ByteDance e Google projetaram, promoveram e distribuíram suas plataformas para “atrair, captar e viciar jovens, com supervisão mínima dos pais”.

Redes sociais processadas por vicias crianças
(Imagem:Karolina Grabowska/ Pexels)

Dessa forma, as empresas responsáveis pelas plataformas teriam violado leis municipais de “incômodo público” e “negligência grave” relacionado ao design e comercialização de produtos viciantes.

“Ao longo da última década, vimos quão viciante e opressor o mundo online pode ser, expondo os nossos filhos a um fluxo ininterrupto de conteúdos nocivos e alimentando a nossa crise nacional de saúde mental juvenil [...]

Hoje, estamos a tomar medidas ousadas em nome de milhões de nova-iorquinos para responsabilizar estas empresas pelo seu papel nesta crise, e estamos a desenvolver o nosso trabalho para enfrentar este perigo para a saúde pública. “

- Eric Adams, prefeito de Nova York.

O comunicado observa que as empresas projetaram seus aplicativos para manipular e viciar crianças e adolescentes propositalmente, para isso as plataformas utilizam recursos como:

  • Utilizar algoritmos para gerar feeds que mantenham os usuários nas plataformas por mais tempo e incentivem o uso compulsivo.

  • Usar mecânicas semelhantes às de jogos de azar no design de aplicativos, que permitem a antecipação e o desejo por “curtidas” e “corações”, e também fornecem fluxos contínuos e personalizados de conteúdo e anúncios.

  • Manipular os utilizadores através da reciprocidade, informando automaticamente ao remetente quando a sua mensagem foi vista ou enviando notificações quando uma mensagem foi entregue, incentivando os adolescentes a regressar à plataforma repetidamente e perpetuando o envolvimento online e as respostas imediatas.

- Comunicado da cidade de Nova York.

O que dizem as companhias

Em resposta as acusações, Google e Meta disseram à CNBC que trabalham com especialistas em segurança juvenil e fornecem ferramentas de controle parental.

Ao Axios, a ByteDance também menciona que usa ferramentas de controle parental, incluindo um “limite de tempo automático de 60 minutos para usuários menores de 18 anos”.

Em comunicado, o Snap afirma que seu aplicativo abre diretamente uma câmera ao invés de um “feed de conteúdo que incentiva a rolagem passiva” sem curtidas ou comentários públicos.

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Adriano Camargo
Adriano Camargo
Jornalista especializado em tecnologia há cerca de 20 anos, escreve textos, matérias, artigos, colunas e reviews e tem experiência na cobertura de alguns dos maiores eventos de tech do mundo, como BGS, CES, Computex, E3 e IFA.
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